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Queimaduras químicas – Descontaminação Ativa x Lavagem Passiva

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Queimaduras químicas – Descontaminação Ativa x Lavagem Passiva

Dando continuidade sobre o tema Acidente Químico, veremos a seguir o comparativo de lavagem com Solução Diphoterine® (descontaminação ativa) vs. lavagem com água (passiva)

Noções básicas de lavagem com água (lavagem passiva):

  • A lavagem da superfície serve para remover rapidamente o produto agressivo (só 10 segundos para agir);
  • A água dilui o produto químico e na tentativa de reduzir a sua agressividade;
  • É um produto universal, o que evita o risco de erros em caso de acidente.

Já com a Solução Diphoterine®, é possível manter todos os benefícios da água e melhorar a sua eficiência

Vejamos as noções básicas de lavagem com a Solução Diphoterine®:

  • É um líquido que atinge os mesmos efeitos que a água para lavar rapidamente a superfície da pele ou dos olhos com um protocolo único, mas vai além;
  • A Solução Diphoterine®, é hipertônica e polivalente, que permite extrair e interromper a ação agressiva dos produtos químicos e também atender efetivamente o acidentado em até um minuto.

(*) A Solução Diphoterine® tem ação limitada sobre o HF e seus derivados. Prefira o uso do Hexafluorine®.

Muitas são as limitações da lavagem passiva com água:

  • Água é hipotônica, o que favorece a penetração do agressivo químico na pele ou nos olhos por osmose e as sequelas são comuns;
  • Produtos concentrados liberam calor em água, que à quente, penetram e agridem mais profundamente e , ao mesmo tempo, a água aumenta a área atingida por arraste;
  • Desconforto: há risco de hipotermia (frio) debaixo do chuveiro de água por 15 a 20 minutos e dificuldade de abrir os olhos;
  • O tempo de resposta de 10 segundos nem sempre é realista; favorece a lesão química pela demora.

Melhorias desejáveis e importantes às limitações da lavagem com água :

  • Aumentar o tempo de resposta para início dos primeiros socorros;
  • Garantir a máxima eficiência independentemente do produto estar concentrado;
  • Melhorar a efetividade da descontaminação química;
  • Aliviar a dor causada pelo produto químico.

A Solução Diphoterine® é uma solução ativa para primeiros socorros em acidentes químicos de pele ou olhos, que deve ser aplicada para:

  • Remover o produto agressivo da superfície atingida;
  • Interromper a penetração;
  • Capturar o produto químico da pele e olhos, o que interrompe a lesão e a dor (sem anestesia);
  • Permitir um maior tempo de resposta (60 segundos, seis vezes o tempo da água).

Sob estas propriedades e ações, Diphoterine® evita ou iterrompe a evolução da lesão, reduz as complicações relacionadas e as sequelas (se houver) são menos graves. Mesmo em caso de uso tardio (após 1 minuto) da Solução Diphoterine®, ela promoverá a captura do resíduo agressivo, interromperá a progressão da lesão e facilitará o suporte terapêutico e os cuidados secundários. A descontaminação ativa e efetiva com aplicação de Diphoterine® demora de 1 a 3 minutos, a depender da necessidade de descontaminar ambos olhos e pele num acidente mais amplo.

IMPORTANTE: Sempre procurar um médico após os primeiros socorros, para avaliação

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Acidente Químico: o tema sempre foi um desafio para a saúde pública. Saiba mais!

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Acidente Químico: o tema sempre foi um desafio para a saúde pública. Saiba mais!

O que é um Acidente Químico?

Um acidente químico é qualquer ocorrência que envolva produtos químicos perigosos que resulte em lesões, doenças e/ou danos ambientais. Embora haja uma percepção generalizada que explosões e incêndios acompanham o termo “acidente químico”, há muitas maneiras de se ferir no trabalho devido à exposição a produtos químicos perigosos. Estes acidentes podem ocorrer em qualquer parte do mundo e são mais frequentes em muitos segmentos indústrias, onde o uso em grandes quantidades e proximidade aos trabalhadores constituem locais de alto risco.

Os acidentes químicos podem ocorrer quando há falha de equipamento de processo, ou é ineficaz a medida de segurança industrial, ou ainda quando há falha humana devido, por exemplo, à falta de treinamento, negligência, ausência ou uso inadequado de equipamento de proteção.

Quando se trabalha em fábrica onde há uso de corrosivos , irritantes, intoxicantes (e há muitas que os usam) é preciso estar ciente dos riscos da exposição a produtos químicos e de como evitá-los. É importante para as empresas assegurar que seus Colaboradores saibam como evitar a ocorrência de acidentes. Também devem se esforçar no sentido de criar uma cultura de segurança dentro da organização, para que prevaleça a prevenção e se sintam à vontade para relatar quaisquer problemas, uma condição insegura ou um ato inseguro.

As principais classes de produtos que representam risco químico são:

· Classe 1 — Explosivos;

· Classe 2 — Gases, que podem ser inflamáveis, não-inflamáveis ou tóxicos;

· Classe 3 — Líquidos inflamáveis;

· Classe 4 — Sólidos inflamáveis, substâncias sujeitas a combustão espontânea e que, em contato com água, emitem gases inflamáveis;

· Classe 5 — Substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos;

· Classe 6 — Substâncias tóxicas e Substâncias infectantes;

· Classe 7 — Material radioativo;

· Classe 8 — Substâncias corrosivas, e

· Classe 9 — Substâncias e artigos perigosos diversos.

Os acidentes químicos podem ser devastadores para os Trabalhadores e suas Famílias, por isso é importante que os Empregadores se certifiquem de que seus Empregados estejam protegidos contra qualquer exposição.

Por exemplo, se um Trabalhador for executar uma tarefa com risco de exposição à projeção ou derramamento de ácido, ele deve planejar a tarefa sob aspecto de segurança individual e coletiva, usar roupa de proteção, equipamentos de proteção (EPI), tais como luvas, capa e óculos de proteção, os quais devem ser fornecidos ou estarem disponíveis e acessíveis quando do planejamento da tarefa. Se suas roupas ou equipamentos não forem devidamente limpos após a exposição, então eles poderão ser expostos novamente em uma data posterior.

Acidentes com produtos químicos: ação para prevenção

Os produtos químicos podem ser prejudiciais mesmo em pequenas quantidades. Na verdade, muitos produtos químicos não têm odor ou sabor algum e podem ser tóxicos!

Até quem nunca tenha tido um acidente químico antes, ou mesmo a pessoa mais cuidadosa, há sempre uma chance de que algo possa dar errado no local de trabalho ou em sua casa. Por isso é importante que todos que trabalham com produtos químicos (empregadores, empregados ou até mesmo trabalhadores do lar) entendam com o que estão lidando e como eles podem se proteger de danos.

Felizmente, existem maneiras de prevenir acidentes químicos, seguindo os procedimentos de segurança adequados em todos os momentos. Isto inclui o uso de equipamentos de proteção (luvas, óculos de segurança e outros), o cumprimento dos requisitos de treinamento, a leitura atenta da Ficha de Segurança do Produto (a FISPQ) e o cumprimento de todas as instruções escritas para o manuseio de produtos químicos. Também podem ser evitados através de uma análise de risco e gerenciamento de riscos eficaz.

Em raros casos, no entanto, você pode não ter informações suficientes sobre o produto químico em mãos, para compreender completamente seus perigos potenciais antes da ocorrência de um acidente. Nesses casos e em ocorrência de contato com a pele ou olhos, é importante tomar medidas de primeiros socorros para descontaminação, obter atendimento médico de urgência e posteriormente investigar as causas do acidente, para reduzir o risco de que outro volte a acontecer.

A seguir estão 3 exemplos do que pode ser feito para evitar estes tipos de acidentes:

1. Certifique-se de que os Trabalhadores estejam devidamente treinados e entendam como usar quaisquer produtos químicos com os quais possam estar trabalhando. Também é importante que eles saibam o que fazer se forem expostos a produtos químicos ou se derramarem algo;

2. Certifique-se de ter sempre à mão e fazer uso dos equipamentos de segurança adequado (EPI). Isto inclui luvas, máscaras e proteção para os olhos, assim como roupas de proteção como aventais ou macacões. Localizar as Estações de Descontaminação e os equipamento de proteção coletiva (EPC). (Obs em breve falaremos sobre soluções efetivas para descontaminação de pele e olhos; já ouviu falar em Diphoterine® e Hexafluorine® ?)

3. Para a utilização de materiais inflamáveis, ter sempre à mão um extintor de incêndio adequado, bem como detectores de fumaça em toda a planta, para que, em caso de emergência possa responder imediatamente, enquanto ainda se certifica de que todos os outros estão seguros antes de agir.

Algumas normas regulamentam os procedimentos de armazenamento dos produtos químicos.

São elas:

· NBR 7500:2002 – Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos;

· Norma Regulamentadora Nº 06 – Equipamentos de Proteção Individual da Portaria 3214/78 do TEM;

· Norma Regulamentadora Nº 07 – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional da Portaria 3214/78 do MTE;

· Norma Regulamentadora Nº 09 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais da Portaria 3214/78 do MTE;

· Norma Regulamentadora Nº 15 (NR-15) – Atividades e Operações Insalubres da Portaria 3214/78 do MTE;

· Norma Regulamentadora N° 25 (NR-25) – Resíduos Industriais da Portaria 3214/78 do MTE;

· Norma Regulamentadora Nº 26 (NR- 26) – Sinalização de Segurança da Portaria 3214/78 do MTE;

· Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) Norma Técnica NBR-14725 – Parte 4. Os seus fundamentos são as Resoluções 11/88 e 12/89 do CONMETRO, que tratam da Regulamentação Metrológica e Quadro Geral de Unidades de Medida e o Decreto 2657 de 03/07/98, que internalizou no Brasil a Convenção 170 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a qual trata da Segurança na Utilização de Produtos Químicos no Trabalho

· Plano de Emergência Individual (PEI)

· Plano de Ação de Emergência (PAE)

· Plano de Auxílio Mútuo (PAM)

Quando se trata da indústria química e produtos perigosos, a segurança é fundamental!

Gostaria de uma consultoria sobre Emergências Químicas e Solução em Descontaminação Química?

Temos consultores especializados para atender todo o território nacional. Nos chame no whatsapp!

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Explosão em fábrica de embalagens faz vítimas em Mauá – SP

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Explosão em fábrica de embalagens faz vítimas em Mauá – SP

O acidente ocorreu enquanto dois funcionários limpavam um silo de tíner, de aproximadamente 5 metros de profundidade, que era utilizado para armazenamento de produto solvente inflamável. 

No recipiente não havia mais produto, porém continha gases inflamáveis e a suspeita é que uma fagulha ocasionou a explosão. 

Na parte da tarde a área foi completamente evacuada e isolada, o corpo de bombeiros esteve no local e resgataram as vítimas, a PM também foi acionada e ajudou no resgate. Foram utilizadas cordas no salvamento, por conta a profundidade do recipiente.  

Infelizmente um dos trabalhadores veio a óbito no local, devido a uma parada cardiorrespiratória e o outro sofreu apenas queimaduras leves, segundo o corpo de bombeiros. Este foi levado ao Hospital das Clínicas e, felizmente, não sofre risco de morte e seu estado é considerado estável.

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Descontaminação ativa – Soluções aliviam danos dos produtos químicos corrosivos e aceleram recuperação das vítimas

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Descontaminação ativa

Soluções aliviam danos dos produtos químicos corrosivos e aceleram recuperação das vítimas

.Por Dr. Mário G.K. Monteiro e Dr. Newton Miguel Moraes Richa.

Os acidentes com produtos químicos vitimam muitos trabalhadores da indústria, e, por sua complexidade, exigem uma abordagem especial que minimize ao máximo as sequelas decorrentes deste tipo de acidente. A descontaminação tradicional das vítimas de queimaduras químicas consiste na lavagem imediata com água corrente da zona afetada, seguida dos cuidados de analgesia e reposição hidroeletrolítica. Com os recentes avanços em relação à descontaminação anfótera, as soluções de Diphoterine® e Hexafluorine®, desenvolvidas na França, reduziram os danos causados pelos produtos químicos. Diphoterine® é uma molécula anfótera, polivalente e atóxica que, em solução aquosa, estéril e hipertônica, tem a capacidade de neutralizar mais de 1.600 produtos químicos agressivos, incluídos ácidos, bases, oxidantes, redutores, alquilantes, irritantes e solventes. Ela interrompe o progresso da lesão química por meio da quelação irreversível do agente agressor e promove alívio imediato da dor.

O artigo Comparative evaluation of the active eye and skin chemical splash decontamination solutions diphoterine and hexafluorine with water and other rinsing solutions: effects on burn severity and healing (J Chem Health Safety, 2007), compara a descontaminação passiva com água corrente e a descontaminação ativa com soluções anfóteras e assinala algumas desvantagens do uso de água corrente, a saber: hipotônica, permite a penetração de substâncias químicas na pele por osmose; aplicada em grandes quantidades por muito tempo, pode causar hipotermia e contaminação biológica; além disso, em contato com ácidos e bases fortes concentrados pode liberar calor, agravando a lesão química.

ACIDENTE

Em seu artigo Complex chemical burns following a mass casualty chemical plant incident: How optimal planning and organisation can make a difference (Elsevier, Burns 38, 2012), os autores descrevem um grave acidente que atingiu empregados de uma planta química, causando extensas queimaduras depois da explosão de uma tubulação que continha ácido sulfúrico a 100%. O líquido corrosivo atingiu quatro trabalhadores, que foram levados imediatamente para os chuveiros de água corrente, mas suas roupas encharcadas pelo ácido sulfúrico, não foram retiradas. O chuveiro de água corrente mais próximo estava situado na zona da explosão e os trabalhadores tiveram de ser deslocados até outro chuveiro. Ocorreram queimaduras graves e um dos trabalhadores teve sua perna esquerda amputada.

A investigação do acidente na planta química mostrou que os trabalhadores estavam perto da tubulação que explodiu, as válvulas funcionavam mal em consequência de manutenção precária e, por falta de treinamento, as roupas e botas atingidas pelo ácido não foram removidas antes da lavagem com água corrente. Os autores assinalaram que as lesões teriam sido menos graves se os empregados tivessem aplicado a Diphoterine® imediatamente após o contato com o ácido sulfúrico. Atualmente, todos os empregados têm acesso a este novo recurso para uso imediato, no caso de um acidente químico.

O estudo Has the use of Diphoterine® had a positive impact on management and outcomes of chemical injuries? The experience of our burn service (NHS, 2022) abrangeu 410 pacientes durante dois anos, antes e após a introdução de Diphoterine®, e mostrou que sua utilização eliminou a necessidade de irrigação prolongada com água corrente e reduziu o tempo da enfermagem dedicada aos pacientes, a necessidade de desbridamentos cirúrgicos e o tempo de internação hospitalar. É importante assinalar que existem duas exceções à eficácia da Diphoterine®:

1. Ácido fluorídrico: corrosivo, com alta capacidade de penetração nos tecidos biológicos e geração de hipocalcemia;

2. Fósforo branco: pirofórico, entra em combustão quando em contato com o oxigênio do ar.

ÁCIDO FLUORÍDRICO

O ácido fluorídrico (HF) pode causar queimaduras graves associadas à toxicidade sistêmica em virtude da sua capacidade de penetração profunda nos tecidos biológicos, acompanhada de sequestro do cálcio plasmático, resultando em arritmias cardíacas. A figura mostra que o ácido fluorídrico tem como característica diferencial, em relação aos outros ácidos inorgânicos, uma dupla ação destrutiva dos tecidos biológicos: os ácidos inorgânicos em geral causam dano tissular pela ação corrosiva dos ions H+. O ácido fluorídrico, além da ação corrosiva, causa lesões mais profundas em função da mobilidade dos íons F-, que causam necrose em consequência da quelação de cálcio (Ca+2) e magnésio (Mg+2) circulantes.

Há relatos de mortes em pacientes com apenas 2,5% de superfície corporal queimada por HF concentrado. As lesões causadas por HF são intensas e colocam a vida em risco por causa de complicações cardíacas, dependendo da concentração do HF e da superfície corporal atingida. As lesões graves são acompanhadas de hipocalcemia, hipomagnesemia e dor intensa. A aplicação tópica e parenteral de sais de cálcio reduz a hipocalcemi 

HEXAFLUORINE

 Hexafluorine® está indicada especificamente para as lesões causadas por HF e, também, apresenta vantagens quando comparada com a descontaminação com água corrente por ser hipertônica, quelante e potencializada para captura de fluoreto. Outra vantagem é sua capacidade de atuar mesmo algumas horas após o contato do HF com os tecidos. Além disso, tem permitido que seja evitada a infusão intra-arterial da solução de gluconato de cálcio com suas complicações potenciais, embora seja recomendado o uso tópico ou intradérmico na região afetada. Os benefícios do seu uso são confirmados pela publicação Analysis of hydrofluoric acid penetration and decontamination of the eye by means of time-resolved optical coherence tomography (Science Direct, 2008).

FÓSFORO BRANCO

O fósforo branco apresenta-se sob a forma de grânulos amarelos que entram em combustão espontânea em contato com o ar. Acima da temperatura de autoignição (34°C), queima espontaneamente se exposto ao oxigênio. Os grânulos de fósforo branco são corrosivos e muito lipossolúveis, o que facilita sua absorção pela pele, gerando toxicidade hepática e renal. A fosforemia é um fator prognóstico porque resulta em hipocalcemia, em virtude da quelação do cálcio circulante pelo fósforo.

De acordo com a publicação An analytical method to identify traces of white phosphorus on burned victim clothes (Forensic Science International, 2017), as lesões causadas pelo fósforo branco são dolorosas porque os grânulos impregnados na pele continuam a entrar em ignição na presença de ar.

As feridas devem ser bem irrigadas e cobertas com compressas embebidas em solução salina, procedimento que elimina as partículas de fósforo da área queimada. Em seguida, recomenda-se recobrir com hidrogel para redução da dor (BurnFree®), enquanto a vítima é removida para um centro de tratamento de queimados. Os estudos e pesquisas têm demonstrado que Diphoterine®, Hexafluorine® e BurnFree® reduzem os danos dos produtos químicos corrosivos, facilitam o trabalho das equipes de emergência e aceleram a recuperação das vítimas de queimaduras químicas.

Por Dr. Mário G.K. Monteiro – Químico Bacharel pela UNESP, Ph.D. em Química pela Universidade de Manchester – Inglaterra, especializado em toxicologia e risco químico pelo Laboratório Prevor – CNAM/Paris – França e Fundador da Globaltek Ltda – Salvador/BA mmonteiro@globaltek.com.br e Dr. Newton Miguel Moraes Richa – Médico do Trabalho e Mestre em Sistemas de Gestão. Experiência na Petrobras, Governo Federal (Inmetro), consultorias, treinamentos e ensino superior, para a Revista Proteção – publicado na Secção Segurança Química da Revista Proteção, edição 368 de junho de 22.

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